Mais uma longa viagem. Depois de ficarmos mó cara na rodoviária de Cusco e tomarmos nosso busão sem incidentes, chegamos à Puno às 05hs da manhã. Ficamos na rodoviária de Puno mias uma horinha porque de lá teríamos que tomar uma lotação até Copacabana e a seguinte só saía às 06hs. Conseguimos lugar na primeira que encontramos e para nossa surpresa quem estava lá: Mabel, a menina de Lima que eu ajudara na rodoviária de Cusco. Ela estava conversando com um australiano, Max, e voltamos trocando idéia com eles e outras duas brasileiras que conhecemos na rodoviária de Cusco (me desculpem, esqueci o nome de vocês). Aliás, essas duas meninas eram super gente boa. Nós as elegemos nossas protetoras porque enquanto estiveram ao nosso lado, nada nos aconteceu, não passamos por nenhum perrengue…e mal sabíamos que estávamos certos… Passamos a fronteira e beleza. Chegmaos a Copacabana e beleza. Lá tomamos um bom café da manhã porque morríamos de fome…eu já não agüentava mais os pães de lá e mandei ver num omelete… Após o desayuno, seguimos até a “rodoviária” de Copacabana, que na verdade é uma praça de onde saem os ônibus e lotações. Os demais procuraram ônibus, já eu e Carol fomos atrás de lotação porque eram mais rápidas e mais baratas. Esperamos a lotação e partimos. Estava tudo bem, até a lotação quebrar no meio do caminho! Muito legal!!! Pronto! Tivemos que esperar chegar outra lotação de um conhecido do motorista…esperamos pouco…uns 30 (trinta) minutos e pegamos a outra. A lotação ficou tão cheia que eu praticamente fui de pé com a mochila em cima de mim e da Carol. Sério, foi embassado. Além disso, esta lotação não ia até o Cementerio, de onde tínhamos pegado. Ia para um pico meio sinistro em La Paz e de lá teríamos que tomar outra lotação para o Centro. Fudeu! A sorte é que uma senhora ficou sensibilizada com nossa situação e falou para segui-la até o ponto…caminhamos por uns becos zoados, morrendo de medo, mas amparados por nossa guia. Ela pegou a lotação conosco porque também ia para o centro da cidade, o que fiquei meio no veneno foi ter que pagar uma passagem pela minha mochila (???) porque o motorista alegou que era muito grande e ocupava quase um lugar. Paguei. Era melhor pagar. Melhor do que ficar lá e correr o risco de ser assaltado. Descemos bem próximo à Calle Sagárnaga,e começamos a procurar um lugar para ficar porque não tínhamos gostado do albergue anterior. Acabamos ficando num hotel mesmo (também esqueci o nome), ótimo! Tinha 03 estrelas, mas era barato e não tinha o conforte de um 03 estrelas, mas era realmente muito bom. Ótimo atendimento, ótimo café da manhã, ótimas instalações, realmente fizemos um bom negócio. Pagamos em torno de U$ 35,00 o casal! Deixamos nossas coisas, tomamos um banho e fomos dar um rolê, comprar umas coisas na própria rua – que tem váááárias ofertas em lojinhas pequenas -, e fomos comer alguma coisa também. Enquanto olhávamos as lojas, quem encontramos? Max e Mabel!!! Não acreditei! Ficamos batendo papo e descobri que Max pegaria o mesmo vôo que Carol em direção a São Paulo, então meio que combinamos que ficarmos juntos no aeroporto. Ajudamos Mabel a procurar alguns pacotes para o Salar de Uyuni e depois nos separamos. Tanto Mabel quanto Max eram muito gente fina. Mais tarde, enquanto dávamos um rolê pela cidade, encontrei Kerstin, uma sueca que conheci em meu vôo. Apresentei-a para Carol e descobri que ela iria para o Brasil em abril e já a convidei para ficar conosco quando ela fosse para nosso país. Kerstin passou um ano na Bolívia fazendo trabalho voluntário e se apaixonou por La Paz, disse que era a ciadde que ela mais gostava. Pessoa simples, humilde, sensível e muito gente boa também. Tomamos um chá com ela e depois fui ligar para minhas amigas paceñas, Kathy, Doris e Wendy, que conheci no Salar. Após marcar de encontrá-las no dia seguinte, voltamos para casa porque estávamos quebrados. A viagem que fizemos desde Cusco até La Paz, aliada à altitude, nos deixou exaustos. É sério, os efeitos da altitude pode surpreender aqueles que se acham super-homem. Se você chegar de avião, se cuide porque o negócio é embassado e como não tive tempo de me adaptar totalmente, passei a viagem toda com uma sensação de cansaço. Fomos cedo para o hotel, tomamos outro banho e dormimos, tipo, umas 17hs. Às 20hs eu acordei e dei um rolê pelas ruas, sozinho, porque Carol não quis (ou não conseguia) acordar. Mas o rolê foi rápido, nem parei para comer nada. Voltei para o quarto, li algumas coisas e capotei novamente. Era o fim de mais um dia.
Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009
Mochilão até Machu Picchu – LA PAZ – 03/jan/2007
Publicado em mochileiros, viagens

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