Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 31/dez/2006

Acordamos cedo e tomamos um bom café da manhã. Para mim sempre é melhor que para Carol porque ela é meio chata para o desjejum.
Não gosta de margarina, não toma café, chá…muito menos chá de coca, que sempre tinha nos albergues e hotéis.
Saímos de lá apressamos para a Plaza de Armas, já sabendo de nosso destino, como em todo tour que somos obrigados a contratar eu e Carol somos os primeiros a chegar, aí o tour vai recolhendo as pessoas nos lugares e na hora de deixar na volta, por conseguinte, somos os últimos a chegar.
Beleza, é a vida.
O minibus que pegamos era bacana. O guia também.. Faríamos Sacsaywaman, Tambomachay, Pukapukara e Qenqo, além de visitarmos a IGREJA DE SANTO DOMINGO, onde ficava o TEMPLO DO SOL – QORIKANCHA!
O guia tentava falar inglês, até que se virava, mas meio decorado, sabe? O tempo que ficávamos nos picos era suficiente. Dos lugares que conhecemos, os que mais me chamaram a atenção foram Sacsaywaman e a Igreja Santo Domingo. Nesta é possível ver a diferença das contruções incas e das espanholas. É impressionante como as contruções incas eram perfeitas, simétricas!
Em Sacsaywaman vi uma das muitas bandeiras da cidade de Cusco que é a representação do arco-íris. Perguntei ao guia o sentido e ele disse que os eventos da natureza muitas vezes representam, simbolizam ou protegem uma cidade, uma estação, uma colheita e por aí vai.
No caso de Cusco o Deus que protegia a cidade era representado pelo arco-íris. E antes mesmo de ter a chance de fazer uma brincadeira, ele mesmo já adiantou – “ahora los gays la tomaran para ellos…” -, uma clara referência ao símbolo que os homossexuais adotoram para representá-los, mas na brincadeira, o comentário não tinha nenhum ressentimento.
Voltando ao tour, íamos passar ainda no Mercado Indígena de PISAQ, mas já tínhamos passado num mercado menor no começo do passeio e o pessoal não quis parar. Uma pena porque eu curto pacas estes mercados indígenas tanto para comprar coisas, quanto para me diverir um pouco porque sempre tem um figura nesses lugares, apesar de estar cansado pacas.
No fim do passeio eu já estava até meio entediado. Foram muitas ruínas, templos, fortalezas, etc…é legal, mas já tinha batido minha cota de ruínas para o dia.
É verdade que é um mistério como os incas faziam as contruções e outro mistério o pensamento dos espanhóis da época que colonizaram a região, mas deixa para lá, não vou ficar debatendo culturas diferentes aqui…
Bom, fim do passeio. Chegamos todos na Plaza de Armas, quer dizer, quase todos…alguns foram deixados pelo caminho em seus hotéis. Foi a hora de ligarmos para nossas famílias para darmos o famoso – “feliz ano novo!”, etc. Neste ano me emocionei. Já passara várias passagens de ano longe de casa, sem meus pais, só com namoradas ou amigos, mas nunca em outro país e a esta distância. Chorei quando falei com minha mãe. Disse a ela que a amava, coisa que dificilmente faço. Às vezes o sentimento toma conta e não conseguimos nos conter…foi o caso.
Depois do momento “que lindo!”, fui tomar um banho porque havíamos marcado com o pessoal do www.mochileiros.com (não deixem de visitar o site!!!) de nos encontrarmos lá na praça.
Além disso, Eu e Carol queríamos nos calibrar um pouco antes da meia-noite.
Fómos a um barzinho show de bola perto de nosso hotel e bebemos umas duas brejas cada, só para aquecer.
Em seguida fomos até a praça e encontramos o pessoal. Lá afinal conheci o Gilmário e a Vlais namorada dele. Ambos 100%! O Gilmário nos disse para irmos ao Mama América para carimbar a entrada free no pico. Era só dizer que era brasileiro (???!!!), não entendi o porquê, mas beleza.
Chegamos lá, ambiente esquisito, mas a balada ainda estava por começar, então, dissemos que éramos brasileiros e pedimos o carimbo free.
- Brasileños?! Tenemos ok!

Carimbaram. Ficamos felizes.
Antes de sairmos eles disseram:
- Brasileño, tenemos poeira más barato…!!!

- Ah, ok! Gracias! – respondi.
Entendi porque a entrada para brasileiro era free. Ao menos naquela balada eles tinham os brasileiros como bons consumidores dos produtos deles…não curti muito a idéia de ir para lá depois da passagem…não era só por ser careta que não estava a fim de ir, mas imagine, entrar numa roubada por causa de uns manés num outro país…nem fudendo!!!
Voltamos para a Plaza de Armas e ficamos aguardando a meia-noite enquanto bebíamos e trocávamos idéia com outros brasileiros que apareciam.
Meia-noite! Fogos, muitos fogos, muitas pessoas se abraçando, casais se beijando, casais se formando. Lindo! Agradeci muito por Carol estar lá, naquele momento comigo, ao meu lado, vivenciando aquele momento tão importante para mim, para nós dois.
Muitas vezes a gente só percebe que a felicidade plena não está num lugar ou num momento se não temos a pessoa que amamos para compartilhá-lo. Este momento não seria especial se ela não estivesse lá…
A festa em si é um espetáculo à parte. Para quem tem medo de fogos – como eu -, é um perigo.
Aliás, a Vlais, namor do Gilmário foi atingida e queimada por um foguete.
Chegamos à conclusão de que é necessário vender os fogos com um baita manual de instruções para os peruanos porque na maioria das vezes eles apontavam o torpedo para o chão(!!!!!!!), não me pergunte porque pois nessas horas eu estava longe (lembra que tenho medo de fogos???).
Meu, o mais legal é ver o povo dando as voltas na Plaza, creio que são 10 (dez)…tá achando bobeira? E você que fica pulando as porras das 07 ondinhas do mar??? Hehehe!
Mais algumas brejas e cama. Teríamos um longo dia pela frente no dia seguinte: Machu Picchu. ìamos pegar o trem às 06hs, então, não podíamos vacilar.
Esta noite para mim ainda é inesquecível!

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