Cusco!
Não sabíamos que seria nosso último dia na cidade quando acordamos, mas rapidamente acabamos descobrindo.
Após o dia todo praticamente fora do hotel, Carol foi conferir seus pertences. Tinha deixado uns trocados no quarto com alguns documentos, como o RG.
Surpresa. Havia sumido R$ 50,00 e U$ 5,00! Como o quarto era privado, a chave ficava na portaria e alguém pegou o pouco que ela deixara enquanto estávamos em Machu Picchu. Minha primeira reação foi me assegurar se ela não tinha dúvidas quanto a isso.
Ela me olhou firme e disse – “Dé, se eu não tivesse certeza eu falaria”.
É verdade.
Ela é muito esquecida, várias vezes perdeu dinheiro, mas quando o assunto é segurança de pertences durante a viagem ela chega a ser tão chata quanto eu (mas não consegue, sou insuperável…!!!).
Resolvemos deixar o hotel. Na verdade, deixar a cidade porque não íamos preregrinar pela cidade por apenas uma noite.
Conversamos na recepção, não acusamos ninguém, mas dissemos que não nos sentíamos mais seguros para nos hospedar lá. Apesar disso, o hotel foi muito bom mesmo, fora tal evento, nossa estada lá foi ótima.
Tomamos nosso último café lá e fomos ao encontro de Simony porque ela também iria neste dia.
Como já eram umas 10hs da manhã fomos até a rodoviária verificar os horários dos buses para La Paz, Simony foi conosco.
Nosso bus sairia às 20hs. Enquanto estáamos lá Simony foi conferir o busão que ia pegar para ir até Nazca. Tinha contratado bus-cama para ir confortável nas 14hs de viagem.
Ao perguntar na rodoviária qual seria o bus informaram-na que não havia bus-cama para Nazca, ou seja, fora enganada na agência da Plaza de Armas. Básico.
Voltamos lá para ela quebrar o pau.
Mermão, o negócio ficou tão feio que até chamei a polícia turístuca porque não queriam devolver o valor pago a mais por ela pelo tal “bus-cama” inexistente.
Após quase 01h30 de discussão e com a intervenção da polícia, ela conseguiu a grana de volta.
A Carol já estava injuriada com os perrengues que passamos no Peru. Na verdade eu também, mas eu me segurava mais.
Decidimos que quando Simony viesse para a rodoviária, viríamos com ela para dar uma força e ficaríamos esperando nosso busão até às 20hs (fora o possível atraso).
Então, após nosso último e saboroso almoço, compramos umas coisas nas lojinhas e seguimos novamente para a rodoviária.
No fim a Simony pegou o busão e nós dois ficamos lá, parados, vendo o movimento.
De quando em quando eu via uma sacanagem, enquanto também ouvia os gritos:
- “AAAAAAREEEEQUIPA, AREQUIPA, AREQUIPAAAAAA…!” – talvez o destino mais procurado do Peru.
Durante o tempo que ficamos lá, vi uma menina peruana sofrer a mesma coisa que passamos em Puno: overbooking de busão!!!
Fiquei puto! Fui lá, conversei com ela, disse para chamar a polícia que dariam um jeito. No fim conseguiu que a colocassem em outro bus – ela ia para La Paz também – e seguiu viagem.
Me senti o defensor dos consumidores injustiçados.
Meia hora depois, novamente ajudei um pessoal que também sofreram pelo overbooking de busão. Mas estes não tiveram a mesma sorte, teriam que dormir em Cusco novamente e voltar no dia seguinte para resolver a sacanagem.
Afinal, com 40min de atraso saiu nosso busão. Já estávamos cansados e não víamos a hora de chegar a La Paz, o foda é que ainda teríamos uma longa jornada.
Mas nossa estada em Cusco chegara ao fim.

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