Quatro da manhã seguimos para o aeroporto, com sono, claro. Lá Carol ameaçou passar mal da altitude…afinal, El Alto está a 4.100 acima do nível do mar e é realmente foda…peguei água para ela que sentou e ficou na boa. Graças à Deus! Nossos vôos eram em horários diferentes, o meu era tipo, 05hs30 e o dela 06hs, então, fizemos tudo juntos…lá encontramos Max, o australiano. Ele ia no vôo com Carol então ficamos trocando idéia. Gente boa. Quando chegamos em São Paulo, fui me despedir dele e ele me pediu umas infos, tipo, onde era o caixa para sacar dinheiro, como era para chegar no Centro de São Paulo desde Guarulhos…pensei comigo – “o brother vai se ferrar sozinho…”. Bom, fui com ele até o caixa para ele sacar dinheiro, mas ele não conseguia, tentou várias máquinas e nada…teria que ligar para seu banco… Meu, não ia deixar o gringo lá sem dinheiro e sem nenhuma reserva em São Paulo, sem saber como chegar e tal…então, o convidei para ir conosco até minha casa… Ele não pestanejou, não ficou com frescuras…e fomos! Só liguei para minha mãe dizendo para “por mais água no feijão”…ela não curtiu muito a idéia, mas fazer o quê? Já estava convidado… E também neste momento minha viagem foi único porque acabei ajudando um brother mochileiro aqui em meu país!!! Uma pena que a mágica viagem até Machu Picchu terminara aqui. Bom, até a próxima viagem!
Mochilão até Machu Picchu – LA PAZ – SP – 05/jan/2007
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Mochilão até Machu Picchu – LA PAZ – 04/jan/2007
Finalmente descansados, acordamos.
Acho que foi nosso melhor sono, ao menos o dia que dormimos mais.
Tomamos um ótimo café da manhã. Comi pacas. Tipo, café com leite para mim era água.
Acho que eu resolvera curtir meus últimos dias com mais fartura: bom hotel, noite longa de sono, ótimo café da manhã…afinal era nosso último dia em La Paz!
Tinha combinado com minhas amigas paceñas de tomar um lanche à noite com elas, então, durante o dia íamos curtir a cidade, terminar de comprar umas coisas, tirar mais umas fotos, descansar ainda mais, etc.
Demos um rolê pela cidade e resolvemos parar às 14hs para almoçar, almoçamos num ótimo restaurante, comida muito boa. Aliás, praticamente só tinha gringo no pico e alguns bolivianos.
O preço era meio caro para o padrão de La Paz, mas não era tão caro assim para nós. A comida era muito boa mesmo.
Continuamos nossa caminhada pelas ruas da cidade. Uma cidade movimentada, suja, com muitos carros trafegando indisciplinadamente, várias cholas nas ruas, muitas crianças pedindo dinheiro ou comida e pouco ar, ar rarefeito…
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Mochilão até Machu Picchu – LA PAZ – 03/jan/2007
Mais uma longa viagem. Depois de ficarmos mó cara na rodoviária de Cusco e tomarmos nosso busão sem incidentes, chegamos à Puno às 05hs da manhã. Ficamos na rodoviária de Puno mias uma horinha porque de lá teríamos que tomar uma lotação até Copacabana e a seguinte só saía às 06hs. Conseguimos lugar na primeira que encontramos e para nossa surpresa quem estava lá: Mabel, a menina de Lima que eu ajudara na rodoviária de Cusco. Ela estava conversando com um australiano, Max, e voltamos trocando idéia com eles e outras duas brasileiras que conhecemos na rodoviária de Cusco (me desculpem, esqueci o nome de vocês). Aliás, essas duas meninas eram super gente boa. Nós as elegemos nossas protetoras porque enquanto estiveram ao nosso lado, nada nos aconteceu, não passamos por nenhum perrengue…e mal sabíamos que estávamos certos… Passamos a fronteira e beleza. Chegmaos a Copacabana e beleza. Lá tomamos um bom café da manhã porque morríamos de fome…eu já não agüentava mais os pães de lá e mandei ver num omelete… Após o desayuno, seguimos até a “rodoviária” de Copacabana, que na verdade é uma praça de onde saem os ônibus e lotações. Os demais procuraram ônibus, já eu e Carol fomos atrás de lotação porque eram mais rápidas e mais baratas. Esperamos a lotação e partimos. Estava tudo bem, até a lotação quebrar no meio do caminho! Muito legal!!! Pronto! Tivemos que esperar chegar outra lotação de um conhecido do motorista…esperamos pouco…uns 30 (trinta) minutos e pegamos a outra. A lotação ficou tão cheia que eu praticamente fui de pé com a mochila em cima de mim e da Carol. Sério, foi embassado. Além disso, esta lotação não ia até o Cementerio, de onde tínhamos pegado. Ia para um pico meio sinistro em La Paz e de lá teríamos que tomar outra lotação para o Centro. Fudeu! A sorte é que uma senhora ficou sensibilizada com nossa situação e falou para segui-la até o ponto…caminhamos por uns becos zoados, morrendo de medo, mas amparados por nossa guia. Ela pegou a lotação conosco porque também ia para o centro da cidade, o que fiquei meio no veneno foi ter que pagar uma passagem pela minha mochila (???) porque o motorista alegou que era muito grande e ocupava quase um lugar. Paguei. Era melhor pagar. Melhor do que ficar lá e correr o risco de ser assaltado. Descemos bem próximo à Calle Sagárnaga,e começamos a procurar um lugar para ficar porque não tínhamos gostado do albergue anterior. Acabamos ficando num hotel mesmo (também esqueci o nome), ótimo! Tinha 03 estrelas, mas era barato e não tinha o conforte de um 03 estrelas, mas era realmente muito bom. Ótimo atendimento, ótimo café da manhã, ótimas instalações, realmente fizemos um bom negócio. Pagamos em torno de U$ 35,00 o casal! Deixamos nossas coisas, tomamos um banho e fomos dar um rolê, comprar umas coisas na própria rua – que tem váááárias ofertas em lojinhas pequenas -, e fomos comer alguma coisa também. Enquanto olhávamos as lojas, quem encontramos? Max e Mabel!!! Não acreditei! Ficamos batendo papo e descobri que Max pegaria o mesmo vôo que Carol em direção a São Paulo, então meio que combinamos que ficarmos juntos no aeroporto. Ajudamos Mabel a procurar alguns pacotes para o Salar de Uyuni e depois nos separamos. Tanto Mabel quanto Max eram muito gente fina. Mais tarde, enquanto dávamos um rolê pela cidade, encontrei Kerstin, uma sueca que conheci em meu vôo. Apresentei-a para Carol e descobri que ela iria para o Brasil em abril e já a convidei para ficar conosco quando ela fosse para nosso país. Kerstin passou um ano na Bolívia fazendo trabalho voluntário e se apaixonou por La Paz, disse que era a ciadde que ela mais gostava. Pessoa simples, humilde, sensível e muito gente boa também. Tomamos um chá com ela e depois fui ligar para minhas amigas paceñas, Kathy, Doris e Wendy, que conheci no Salar. Após marcar de encontrá-las no dia seguinte, voltamos para casa porque estávamos quebrados. A viagem que fizemos desde Cusco até La Paz, aliada à altitude, nos deixou exaustos. É sério, os efeitos da altitude pode surpreender aqueles que se acham super-homem. Se você chegar de avião, se cuide porque o negócio é embassado e como não tive tempo de me adaptar totalmente, passei a viagem toda com uma sensação de cansaço. Fomos cedo para o hotel, tomamos outro banho e dormimos, tipo, umas 17hs. Às 20hs eu acordei e dei um rolê pelas ruas, sozinho, porque Carol não quis (ou não conseguia) acordar. Mas o rolê foi rápido, nem parei para comer nada. Voltei para o quarto, li algumas coisas e capotei novamente. Era o fim de mais um dia.
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Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 02/jan/2007
Cusco!
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Mochilão até Machu Picchu – MACHU PICCHU – 01/jan/2007
Não é inteligente ficar bebendo até quase 03hs da manhã quando no dia seguinte você tem que pegar um trem às 06hs30! Pois é…nós fomos os burros. Foi difícil acordar cedo e ir até a estação de trens que ficava a uns 10min de táxi de onde estávamos. Nós e Simony (que não bebe e foi dormir mais cedo) fomos juntos, diminuindo o valor da corrida. Pensava que o trem seria horrível, como a maioria dos ônibus e táxis da Bolívia e Peru, mas me enganei. Não justifica o altíssimo preço, mas é bem bacana. Limpo, bem arrumado, porém, pouco confortável. A viagem dura cerca de 02hs, mas parece mais. A expectativa de chegarmos a Machu Picchu transforma alguns quilômetros em eternidade. Engraçado falar em eternidade quando se pensa imagina que a Cidade Perdida dos Incas se transformou em símbolo que de certa forma eternizou-os como uma das civilizações mais impressionantes de nosso mundo. Aliás, talvez Machu Picchu nem seja a obra mais grandiosa, talvez Qorikancha fosse mais monumental que Machu Picchu que graças a sua localização restou intocada da devassa espanhola. Bom, a chegada à Machu Picchu não é tão legal…você vê de um lado um grande hotel, tipo resort à beira de Machu Picchu. Uma entrada meio – “venham todos conhecer Machu Picchu!” -, porém, se entende que seja assim. É um misto de organização e preservação, necessário a quase todos os picos turísticos. Na minha pueril imaginação a chegada seria meio rústica, ainda com mata, etc…Creio que a trilha deva dar este ar mais místico ao lugar. Depois de pegar uma fila na entrada, pagar a entrada, cerca de U$ 20,00 (se não me engano) e carimbar o passaporte – sim, é bacana, eles carimbam o passaporte de quem foi à Machu Picchu!!! -, entramos. Uma dica, leve água…muita água. Não é legal ficar consumindo os caros produtos do pico. Além disso, como é necessário andar bastante pelo sítio arqueológico, você vai se desgastar e precisar de água, até porque ainda estará sob os efeitos da altitude. Tentamos subir a Huayana Picchu, o pico mais alto do parque arqueológico, entramos antes do fechamento limite de pessoas e começamos. Andamos e subimos pacas. Dado momento, com o horário escasso e cansados – eu e Carol, porque Simony estava na pilha para subir -, conversamos com umas gringas que estavam descendo dizendo que era meio emba e cansativo…então nós dois resolvemos abortar a idéia para irmos tirar a tradicional foto de MP. A Simony resolveu nos acompanhar…fiquei com pena porque ela queria subir, mas ela foi muito bacana conosco e nos acompanhou. Seguimos até o local onde se tem a visão da “cara del inca”! Onde todos tiram a foto clássica de Machu Picchu. Ficamos lá, um bom tempo batendo várias fotos. Carol ficou meio que meditando e sendo atrapalhada por nós dois que não parávamos de falar do pico e batermos fotos. Incrível. Alucinante! Eu sonhara com aquele momento. A primeira vez que ouvi falar de Machu Picchu tinha 12 (doze) anos. Foi na televisão no Globo Repórter, com o Sérgio Chapelen – sim, eu sou velho…hehehehe… -, e fiquei embasbacado. Por causa de Machu Picchu vi o filme (deveria ter lido o livro, mas fui preguiçoso) “ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?”. E passei minha adolescência inteira imaginando como seria chegar lá, curtir o momento… Não curti Machu Picchu como deveria. Fiquei muito eufórico com a idéia de estar lá. Não me lembrei que estar lá era só um pedaço do sonho e que o sonho foi conquistado durante um longo percurso que não estava só nesta viagem. Não refleti como deveria, não me lembrei do árduo trabalho braçal dos incas, nem das atrocidades sofridas pelos mesmo…nem mesmo das atrocidades causadas por eles com outras tribos indígenas dominadas pelos incas…não! A euforia me fez bem, mas não permitiu que fizesse uma reflexão lógica e mental e espiritual do momento. Por isso, ainda digo a mim mesmo que voltarei a Machu Picchu para encontrar não o sentido para a minha vida ou os segredos dos incas, mas sim para refletir e repensar minhas atitudes perante a imensidão daquela obra humana e de toda a história dos incas. Refletir sobre a pequenês da minha vida e de meus atos, por vezes egoístas, contrariamente ao sentimento de cooperação que existiu entre os incas. Naquele dia, no primeiro dia de 2007, não pensei em nada disso. Só senti-me muito feliz e realizado por ter concretizado um sonho! Uma realização que ficará eternizada em meus pensamentos. Voltamos. Pegamos o trem de volta. Cansados, exaustos, felizes! Nada nos tiraria a sensação de alegria, nem o cansaço. Chegamos no albergue, tomamos um banho e como tínhamos marcado de comer uma pizza com o Gilmário e o pessoal do mochileiros.com (não se esqueça de entrar e conferir!), nem paramos para descansar. Falamos com o pessoal. tomamos umas brejas, comemos e nos despedimos. Gilmário e Vlais iriam no dia seguinte…nós não… Fómos deitar e curtir nosso dia de vitória, sonhando com Machu Picchu.
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Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 31/dez/2006
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Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 30/dez/2006
A manhã não foi tão legal para nós dois. Ficamos tão injuriados com o albergue que mal acordamos, nem tomamos café da manhã. Já arrumamos as coisas e saímos. Explicamos educadamente na recepção e saímos procurando albergues. O problema é que era ante véspera de Ano Novo, portanto, os hotéis e albergues estavam lotados ou com preços inacessíveis para mochileiros com orçamento apertado como nós dois. Procuramos durante uma hora mais ou menos, vimos de tudo, espeluncas, ótimos hotéis, pensões, até que encontramos o HOSTAL ROJAS, na Calle Tigre, 129, perto da Plaza de Armas (duas pequenas quadras aproximadamente). Staff atencioso, lugar muito limpo, super aconchegante, camas muito boas, tinha até banheiro no quarto por U$ 20,00 a diária por casal. Não estava caro, apesar de que estávamos pagando U$ 5,00 no outro, mas era uma senhora espelunca que não recomendo nem para um cachorro sarnente cheio de pulga e vermes… Deixamos as coisas na cama, tomamos um bom banho e seguimos para tomar um café da manhã lá mesmo no hostal, eles permitiram que tomássemos. Classe A. Claro que comi pacas porque esta é a nossa maneira de nos mantermos bem alimentados e demorarmos para almoçar. Em seguida fomos até o lugar onde a Simony estava hospedada. Combinamos nos encontrar e comprar o tour para as RUÍNAS INCAS e para tomar o trem para MACHU PICCHU. Ela estava num hotelzinho show de bola – desculpem, depois desta viagem que comecei a pegar o nome dos picos, sei que falhei com vocês -, ótima estrutura, boa localização e atendimento, ah, a segurança também era excelente, não era qualquer mané que entrava não. Seguimos para procurar alguma agência para o tour. Na Plaza de Armas há várias agências, com preços, serviços e passeios diferentes. Não posso dizer que todas são confiáveis, nem a que fizemos, mas é o risco que se vê obrigado a passar. Contratamos uma ali na Plaza de Armas mesmo, do outro lado da catedral. O atendimento foi bom, o preço também. Lá mesmo a Simony contratou uma passagem de bus mais o tour para as LINHAS DE NASCA, que faria depois de Machu Picchu. O tour saiu em torno de U$ 20,00 por pessoa (se não em engano). O que achei um pouco caro. Depois disso, nos dirigimos de táxi até o terminal de trem para comprarmos a passagem para MACHU PICCHU. Resolvemos pegar o trem direto ao invés de irmos a ÁGUAS CALIENTES, porque a Carol tinha pouco tempo e queríamos passar o Ano Novo em Cusco! Depis da pequena facada de aproximadamente U$ 60,00 por pessoa, voltamos à Plaza de Armas para dar um rolê, enviar e-mail para a família, comprar umas bugigangas, etc. À noite Simony foi comer uma pizza conosco (claro!). Depois disso, nós a levamos até o hotel dela e fomos dormir porque estávamos exaustos e no dia seguinte teríamos que estar às 08hs na Plaza de Armas para o tour contratado.
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Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 29/dez/2006
Mochilão até Machu Picchu – ISLAS FLOTANTES DE URUS – 28/dez/2006
Acordamos em Copa, tomamos nosso café da manhã e partimos para o famoso passeio na ISLA DEL SOL. Eu não estava muito na pilha, estava cansado, mas fui com Carol. O passeio é barato, mas não estava um dia tão bonito, creio que não curti tanto por causa disso. Além do que, nós não íamos ficar muito tempo lá, teríamos que voltar cedo para tomar o busão para Puno, já no Peru! Há várias agências em Copa, então, não se estresse, não precisa reservar com antecedência nem nada. Tente ir o mais cedo possível para ter mais tempo na ilha. Muitos dormem lá, alguns fazem a trilha do lado norte para o sul ou vice-versa. Nós apenas demos uma olhada no lado sul, comemos algo e voltamos. Chegando em Copa, fomos até nosso busão para Puno. Compramos um tour já com a passagem. Esclarecendo, o busão sai de Copa e vai até Puno. Chega lá umas 16hs30. Aí, o pessoal desce. Quem vai fazer o passeio nas ISLAS FLOTANTES DE URUS, segue com o guia, quem não vai fica na cidade ou mofando no terminal rodoviário. As Islas Flotantes são ilhas artificiais feitas pelos indígenas (uma das inúmeras tribos antigas, cujo nome não me recordo) que foram expulsos do continente pelos aimaras e para ter um espaço seu, começaram a fazer ilhas flutuantes feitas de TOTORA em pleno LAGO TITICACA. O passeio é bem barato e espetacular!!! Tá certo, meio turisticão, etc, mas achei muito legal mesmo! O material de que são feitas as ilhas são parecidos com nossa palha ou cana-de-açúcar, sei lá, mas é parecido. Além disso, é comestível. Lá na ilha, se você quiser andar nos barquinhos feitos de totora, também terá que desembolsar o equivalente a uns U$ 5,00 (cinco dólares), mas não deixe de fazer!!! Quem quiser também pode dormir na ilha, com os habitantes, por um preço já meio salgado. O passeio todo dura em torno de umas duas horas e te deixam novamente no terminal de Puno. Já em Puno, ficamos esperando nosso busão que sairia às 20hs com destino a CUSCO. Não saiu. Deu 21hs. Não saiu. Às 22hs chegou nosso busão. Pusemos nossas mochilas, mas eu tinha me esquecido de pagar a taxa de embarque (todas lá você tem que pagar esta coisa!). Fui, paguei e quando voltei, e quando tentamos entrar no busão o motorista começou a dizer que não tinha mais lugar. Aí o negócio engrossou! Outro funcionário da empresa começou a tirar nossas mochilas, eu fiquei discutindo com o motorista, fiquei puto (nessas horas agradeço por ter aprendido espanhol, valeu Imac!). Enquanto Carol tomava conta das nossas mochilas, fui atrás da polícia. Ainda bem que não estávamos sozinhos. Junto com a gente tinha mais umas 05 pessoas, sendo que três delas eram mochileiros espanhóis. O policial chegou, chamou o motorista que disse não poder fazer nada, até porque a agência fechara…fiquei enfurecido. Eu falava que o busão não sairia dali se não me arrumassem um lugar (certeza, ia fazer o quê?! Me colocar na frente do busão?!). O “poliça” peruano foi gente finíssima e se dirigiu até outra empresa e nos arrumou lugar, fazendo o mané do motorista fazer todo o trâmite da troca dos bilhetes. Tive uma ótima impressão da polícia local e péssima da prestação de serviços de transportes. Entramos no busão e vimos que ao menos tinha banheiro. Tentamos usá-lo. Porta trancada. Quebrado. Olhamos em volta e o busão não era tãoooo ruim. Era só ruim. Um pouco fedido, mas beleza. Tudo estava belo e tranquilo até começarem a entrar as cholas. Uma, duas, três, quatro, várias delas e todos com no mínimo três sacolas grandes e fedidas!!! Até hoje minhas maiores dúvidas são: a) o que as cholas carregam nos embrulhos? b) qual a periodicidade do banho delas???? c) as cholas nunca engravidam ou estão sempre grávidas??? d) existe chola magra??? Desculpem, são só brincadeiras politicamente incorretas… Elas começaram a lotar o busão e sentar no chão mesmo e colocar os embrulhos, sacolas, etc, tudo em cima de nossos pés. Vi que a viagem seria loooooonga, tentei dormir um pouco, quer dizer, me forcei a dormir para agüentar tudo isso…
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Mochilão até Machu Picchu – COPACABANA – 27/dez/2006
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