Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – LA PAZ – SP – 05/jan/2007

Quatro da manhã seguimos para o aeroporto, com sono, claro. Lá Carol ameaçou passar mal da altitude…afinal, El Alto está a 4.100 acima do nível do mar e é realmente foda…peguei água para ela que sentou e ficou na boa. Graças à Deus! Nossos vôos eram em horários diferentes, o meu era tipo, 05hs30 e o dela 06hs, então, fizemos tudo juntos…lá encontramos Max, o australiano. Ele ia no vôo com Carol então ficamos trocando idéia. Gente boa. Quando chegamos em São Paulo, fui me despedir dele e ele me pediu umas infos, tipo, onde era o caixa para sacar dinheiro, como era para chegar no Centro de São Paulo desde Guarulhos…pensei comigo – “o brother vai se ferrar sozinho…”. Bom, fui com ele até o caixa para ele sacar dinheiro, mas ele não conseguia, tentou várias máquinas e nada…teria que ligar para seu banco… Meu, não ia deixar o gringo lá sem dinheiro e sem nenhuma reserva em São Paulo, sem saber como chegar e tal…então, o convidei para ir conosco até minha casa… Ele não pestanejou, não ficou com frescuras…e fomos! Só liguei para minha mãe dizendo para “por mais água no feijão”…ela não curtiu muito a idéia, mas fazer o quê? Já estava convidado… E também neste momento minha viagem foi único porque acabei ajudando um brother mochileiro aqui em meu país!!! Uma pena que a mágica viagem até Machu Picchu terminara aqui. Bom, até a próxima viagem!

Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – LA PAZ – 04/jan/2007

Finalmente descansados, acordamos.

Acho que foi nosso melhor sono, ao menos o dia que dormimos mais.

Tomamos um ótimo café da manhã. Comi pacas. Tipo, café com leite para mim era água.

Acho que eu resolvera curtir meus últimos dias com mais fartura: bom hotel, noite longa de sono, ótimo café da manhã…afinal era nosso último dia em La Paz!

Tinha combinado com minhas amigas paceñas de tomar um lanche à noite com elas, então, durante o dia íamos curtir a cidade, terminar de comprar umas coisas, tirar mais umas fotos, descansar ainda mais, etc.

Demos um rolê pela cidade e resolvemos parar às 14hs para almoçar, almoçamos num ótimo restaurante, comida muito boa. Aliás, praticamente só tinha gringo no pico e alguns bolivianos.

O preço era meio caro para o padrão de La Paz, mas não era tão caro assim para nós. A comida era muito boa mesmo.

Continuamos nossa caminhada pelas ruas da cidade. Uma cidade movimentada, suja, com muitos carros trafegando indisciplinadamente, várias cholas nas ruas, muitas crianças pedindo dinheiro ou comida e pouco ar, ar rarefeito…

À noite nos encontramos com minhas amigas, Cathy e Doris, numa cafeteria da cidade. Carol não as conhecera e viu como eram super simpáticas e engraçadas.
Conversamos um pouco, rimos bastante, comemos boas empanadas, despedimo-nos das meninas e fomos para nosso hotel para nosso último descanso, nosso último dia de viagem.
O abatimento tomou conta de mim. Quase todo fim de viagem fico triste, muito triste. Lembro que a rotina retomará seu caminho em minha vida e toda a curtição da viagem vai ficar nas fotos, nas lembranças, no meu blog e nas amizades conquistadas.
Conversamos com o pessoal do hotel e eles disponibilizaram um taxista a preço justo até o aeroporto e nos trariam o café da manhã umas 03hs da manhã para que fôssemos tomar o vôo alimentado, uma baite gentileza que me conquistou, sei que quando voltar a La Paz ao menos um par de noites me quedarei lá.
Deitamos cedo, difícil dormir, as até que consegui cochilar…era o fim da nossa última noite de viagem.
Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – LA PAZ – 03/jan/2007

Mais uma longa viagem. Depois de ficarmos mó cara na rodoviária de Cusco e tomarmos nosso busão sem incidentes, chegamos à Puno às 05hs da manhã. Ficamos na rodoviária de Puno mias uma horinha porque de lá teríamos que tomar uma lotação até Copacabana e a seguinte só saía às 06hs. Conseguimos lugar na primeira que encontramos e para nossa surpresa quem estava lá: Mabel, a menina de Lima que eu ajudara na rodoviária de Cusco. Ela estava conversando com um australiano, Max, e voltamos trocando idéia com eles e outras duas brasileiras que conhecemos na rodoviária de Cusco (me desculpem, esqueci o nome de vocês). Aliás, essas duas meninas eram super gente boa. Nós as elegemos nossas protetoras porque enquanto estiveram ao nosso lado, nada nos aconteceu, não passamos por nenhum perrengue…e mal sabíamos que estávamos certos… Passamos a fronteira e beleza. Chegmaos a Copacabana e beleza. Lá tomamos um bom café da manhã porque morríamos de fome…eu já não agüentava mais os pães de lá e mandei ver num omelete… Após o desayuno, seguimos até a “rodoviária” de Copacabana, que na verdade é uma praça de onde saem os ônibus e lotações. Os demais procuraram ônibus, já eu e Carol fomos atrás de lotação porque eram mais rápidas e mais baratas. Esperamos a lotação e partimos. Estava tudo bem, até a lotação quebrar no meio do caminho! Muito legal!!! Pronto! Tivemos que esperar chegar outra lotação de um conhecido do motorista…esperamos pouco…uns 30 (trinta) minutos e pegamos a outra. A lotação ficou tão cheia que eu praticamente fui de pé com a mochila em cima de mim e da Carol. Sério, foi embassado. Além disso, esta lotação não ia até o Cementerio, de onde tínhamos pegado. Ia para um pico meio sinistro em La Paz e de lá teríamos que tomar outra lotação para o Centro. Fudeu! A sorte é que uma senhora ficou sensibilizada com nossa situação e falou para segui-la até o ponto…caminhamos por uns becos zoados, morrendo de medo, mas amparados por nossa guia. Ela pegou a lotação conosco porque também ia para o centro da cidade, o que fiquei meio no veneno foi ter que pagar uma passagem pela minha mochila (???) porque o motorista alegou que era muito grande e ocupava quase um lugar. Paguei. Era melhor pagar. Melhor do que ficar lá e correr o risco de ser assaltado. Descemos bem próximo à Calle Sagárnaga,e começamos a procurar um lugar para ficar porque não tínhamos gostado do albergue anterior. Acabamos ficando num hotel mesmo (também esqueci o nome), ótimo! Tinha 03 estrelas, mas era barato e não tinha o conforte de um 03 estrelas, mas era realmente muito bom. Ótimo atendimento, ótimo café da manhã, ótimas instalações, realmente fizemos um bom negócio. Pagamos em torno de U$ 35,00 o casal! Deixamos nossas coisas, tomamos um banho e fomos dar um rolê, comprar umas coisas na própria rua – que tem váááárias ofertas em lojinhas pequenas -, e fomos comer alguma coisa também. Enquanto olhávamos as lojas, quem encontramos? Max e Mabel!!! Não acreditei! Ficamos batendo papo e descobri que Max pegaria o mesmo vôo que Carol em direção a São Paulo, então meio que combinamos que ficarmos juntos no aeroporto. Ajudamos Mabel a procurar alguns pacotes para o Salar de Uyuni e depois nos separamos. Tanto Mabel quanto Max eram muito gente fina. Mais tarde, enquanto dávamos um rolê pela cidade, encontrei Kerstin, uma sueca que conheci em meu vôo. Apresentei-a para Carol e descobri que ela iria para o Brasil em abril e já a convidei para ficar conosco quando ela fosse para nosso país. Kerstin passou um ano na Bolívia fazendo trabalho voluntário e se apaixonou por La Paz, disse que era a ciadde que ela mais gostava. Pessoa simples, humilde, sensível e muito gente boa também. Tomamos um chá com ela e depois fui ligar para minhas amigas paceñas, Kathy, Doris e Wendy, que conheci no Salar. Após marcar de encontrá-las no dia seguinte, voltamos para casa porque estávamos quebrados. A viagem que fizemos desde Cusco até La Paz, aliada à altitude, nos deixou exaustos. É sério, os efeitos da altitude pode surpreender aqueles que se acham super-homem. Se você chegar de avião, se cuide porque o negócio é embassado e como não tive tempo de me adaptar totalmente, passei a viagem toda com uma sensação de cansaço. Fomos cedo para o hotel, tomamos outro banho e dormimos, tipo, umas 17hs. Às 20hs eu acordei e dei um rolê pelas ruas, sozinho, porque Carol não quis (ou não conseguia) acordar. Mas o rolê foi rápido, nem parei para comer nada. Voltei para o quarto, li algumas coisas e capotei novamente. Era o fim de mais um dia.

Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 02/jan/2007

Cusco!

Não sabíamos que seria nosso último dia na cidade quando acordamos, mas rapidamente acabamos descobrindo.
Após o dia todo praticamente fora do hotel, Carol foi conferir seus pertences. Tinha deixado uns trocados no quarto com alguns documentos, como o RG.
Surpresa. Havia sumido R$ 50,00 e U$ 5,00! Como o quarto era privado, a chave ficava na portaria e alguém pegou o pouco que ela deixara enquanto estávamos em Machu Picchu. Minha primeira reação foi me assegurar se ela não tinha dúvidas quanto a isso.
Ela me olhou firme e disse – “Dé, se eu não tivesse certeza eu falaria”.
É verdade.
Ela é muito esquecida, várias vezes perdeu dinheiro, mas quando o assunto é segurança de pertences durante a viagem ela chega a ser tão chata quanto eu (mas não consegue, sou insuperável…!!!).
Resolvemos deixar o hotel. Na verdade, deixar a cidade porque não íamos preregrinar pela cidade por apenas uma noite.
Conversamos na recepção, não acusamos ninguém, mas dissemos que não nos sentíamos mais seguros para nos hospedar lá. Apesar disso, o hotel foi muito bom mesmo, fora tal evento, nossa estada lá foi ótima.
Tomamos nosso último café lá e fomos ao encontro de Simony porque ela também iria neste dia.
Como já eram umas 10hs da manhã fomos até a rodoviária verificar os horários dos buses para La Paz, Simony foi conosco.
Nosso bus sairia às 20hs. Enquanto estáamos lá Simony foi conferir o busão que ia pegar para ir até Nazca. Tinha contratado bus-cama para ir confortável nas 14hs de viagem.
Ao perguntar na rodoviária qual seria o bus informaram-na que não havia bus-cama para Nazca, ou seja, fora enganada na agência da Plaza de Armas. Básico.
Voltamos lá para ela quebrar o pau.
Mermão, o negócio ficou tão feio que até chamei a polícia turístuca porque não queriam devolver o valor pago a mais por ela pelo tal “bus-cama” inexistente.
Após quase 01h30 de discussão e com a intervenção da polícia, ela conseguiu a grana de volta.
A Carol já estava injuriada com os perrengues que passamos no Peru. Na verdade eu também, mas eu me segurava mais.
Decidimos que quando Simony viesse para a rodoviária, viríamos com ela para dar uma força e ficaríamos esperando nosso busão até às 20hs (fora o possível atraso).
Então, após nosso último e saboroso almoço, compramos umas coisas nas lojinhas e seguimos novamente para a rodoviária.
No fim a Simony pegou o busão e nós dois ficamos lá, parados, vendo o movimento.
De quando em quando eu via uma sacanagem, enquanto também ouvia os gritos:
- “AAAAAAREEEEQUIPA, AREQUIPA, AREQUIPAAAAAA…!” – talvez o destino mais procurado do Peru.
Durante o tempo que ficamos lá, vi uma menina peruana sofrer a mesma coisa que passamos em Puno: overbooking de busão!!!
Fiquei puto! Fui lá, conversei com ela, disse para chamar a polícia que dariam um jeito. No fim conseguiu que a colocassem em outro bus – ela ia para La Paz também – e seguiu viagem.
Me senti o defensor dos consumidores injustiçados.
Meia hora depois, novamente ajudei um pessoal que também sofreram pelo overbooking de busão. Mas estes não tiveram a mesma sorte, teriam que dormir em Cusco novamente e voltar no dia seguinte para resolver a sacanagem.
Afinal, com 40min de atraso saiu nosso busão. Já estávamos cansados e não víamos a hora de chegar a La Paz, o foda é que ainda teríamos uma longa jornada.
Mas nossa estada em Cusco chegara ao fim.
Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – MACHU PICCHU – 01/jan/2007

Não é inteligente ficar bebendo até quase 03hs da manhã quando no dia seguinte você tem que pegar um trem às 06hs30! Pois é…nós fomos os burros. Foi difícil acordar cedo e ir até a estação de trens que ficava a uns 10min de táxi de onde estávamos. Nós e Simony (que não bebe e foi dormir mais cedo) fomos juntos, diminuindo o valor da corrida. Pensava que o trem seria horrível, como a maioria dos ônibus e táxis da Bolívia e Peru, mas me enganei. Não justifica o altíssimo preço, mas é bem bacana. Limpo, bem arrumado, porém, pouco confortável. A viagem dura cerca de 02hs, mas parece mais. A expectativa de chegarmos a Machu Picchu transforma alguns quilômetros em eternidade. Engraçado falar em eternidade quando se pensa imagina que a Cidade Perdida dos Incas se transformou em símbolo que de certa forma eternizou-os como uma das civilizações mais impressionantes de nosso mundo. Aliás, talvez Machu Picchu nem seja a obra mais grandiosa, talvez Qorikancha fosse mais monumental que Machu Picchu que graças a sua localização restou intocada da devassa espanhola. Bom, a chegada à Machu Picchu não é tão legal…você vê de um lado um grande hotel, tipo resort à beira de Machu Picchu. Uma entrada meio – “venham todos conhecer Machu Picchu!” -, porém, se entende que seja assim. É um misto de organização e preservação, necessário a quase todos os picos turísticos. Na minha pueril imaginação a chegada seria meio rústica, ainda com mata, etc…Creio que a trilha deva dar este ar mais místico ao lugar. Depois de pegar uma fila na entrada, pagar a entrada, cerca de U$ 20,00 (se não me engano) e carimbar o passaporte – sim, é bacana, eles carimbam o passaporte de quem foi à Machu Picchu!!! -, entramos. Uma dica, leve água…muita água. Não é legal ficar consumindo os caros produtos do pico. Além disso, como é necessário andar bastante pelo sítio arqueológico, você vai se desgastar e precisar de água, até porque ainda estará sob os efeitos da altitude. Tentamos subir a Huayana Picchu, o pico mais alto do parque arqueológico, entramos antes do fechamento limite de pessoas e começamos. Andamos e subimos pacas. Dado momento, com o horário escasso e cansados – eu e Carol, porque Simony estava na pilha para subir -, conversamos com umas gringas que estavam descendo dizendo que era meio emba e cansativo…então nós dois resolvemos abortar a idéia para irmos tirar a tradicional foto de MP. A Simony resolveu nos acompanhar…fiquei com pena porque ela queria subir, mas ela foi muito bacana conosco e nos acompanhou. Seguimos até o local onde se tem a visão da “cara del inca”! Onde todos tiram a foto clássica de Machu Picchu. Ficamos lá, um bom tempo batendo várias fotos. Carol ficou meio que meditando e sendo atrapalhada por nós dois que não parávamos de falar do pico e batermos fotos. Incrível. Alucinante! Eu sonhara com aquele momento. A primeira vez que ouvi falar de Machu Picchu tinha 12 (doze) anos. Foi na televisão no Globo Repórter, com o Sérgio Chapelen – sim, eu sou velho…hehehehe… -, e fiquei embasbacado. Por causa de Machu Picchu vi o filme (deveria ter lido o livro, mas fui preguiçoso) “ERAM OS DEUSES ASTRONAUTAS?”. E passei minha adolescência inteira imaginando como seria chegar lá, curtir o momento… Não curti Machu Picchu como deveria. Fiquei muito eufórico com a idéia de estar lá. Não me lembrei que estar lá era só um pedaço do sonho e que o sonho foi conquistado durante um longo percurso que não estava só nesta viagem. Não refleti como deveria, não me lembrei do árduo trabalho braçal dos incas, nem das atrocidades sofridas pelos mesmo…nem mesmo das atrocidades causadas por eles com outras tribos indígenas dominadas pelos incas…não! A euforia me fez bem, mas não permitiu que fizesse uma reflexão lógica e mental e espiritual do momento. Por isso, ainda digo a mim mesmo que voltarei a Machu Picchu para encontrar não o sentido para a minha vida ou os segredos dos incas, mas sim para refletir e repensar minhas atitudes perante a imensidão daquela obra humana e de toda a história dos incas. Refletir sobre a pequenês da minha vida e de meus atos, por vezes egoístas, contrariamente ao sentimento de cooperação que existiu entre os incas. Naquele dia, no primeiro dia de 2007, não pensei em nada disso. Só senti-me muito feliz e realizado por ter concretizado um sonho! Uma realização que ficará eternizada em meus pensamentos. Voltamos. Pegamos o trem de volta. Cansados, exaustos, felizes! Nada nos tiraria a sensação de alegria, nem o cansaço. Chegamos no albergue, tomamos um banho e como tínhamos marcado de comer uma pizza com o Gilmário e o pessoal do mochileiros.com (não se esqueça de entrar e conferir!), nem paramos para descansar. Falamos com o pessoal. tomamos umas brejas, comemos e nos despedimos. Gilmário e Vlais iriam no dia seguinte…nós não… Fómos deitar e curtir nosso dia de vitória, sonhando com Machu Picchu.

Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 31/dez/2006

Acordamos cedo e tomamos um bom café da manhã. Para mim sempre é melhor que para Carol porque ela é meio chata para o desjejum.
Não gosta de margarina, não toma café, chá…muito menos chá de coca, que sempre tinha nos albergues e hotéis.
Saímos de lá apressamos para a Plaza de Armas, já sabendo de nosso destino, como em todo tour que somos obrigados a contratar eu e Carol somos os primeiros a chegar, aí o tour vai recolhendo as pessoas nos lugares e na hora de deixar na volta, por conseguinte, somos os últimos a chegar.
Beleza, é a vida.
O minibus que pegamos era bacana. O guia também.. Faríamos Sacsaywaman, Tambomachay, Pukapukara e Qenqo, além de visitarmos a IGREJA DE SANTO DOMINGO, onde ficava o TEMPLO DO SOL – QORIKANCHA!
O guia tentava falar inglês, até que se virava, mas meio decorado, sabe? O tempo que ficávamos nos picos era suficiente. Dos lugares que conhecemos, os que mais me chamaram a atenção foram Sacsaywaman e a Igreja Santo Domingo. Nesta é possível ver a diferença das contruções incas e das espanholas. É impressionante como as contruções incas eram perfeitas, simétricas!
Em Sacsaywaman vi uma das muitas bandeiras da cidade de Cusco que é a representação do arco-íris. Perguntei ao guia o sentido e ele disse que os eventos da natureza muitas vezes representam, simbolizam ou protegem uma cidade, uma estação, uma colheita e por aí vai.
No caso de Cusco o Deus que protegia a cidade era representado pelo arco-íris. E antes mesmo de ter a chance de fazer uma brincadeira, ele mesmo já adiantou – “ahora los gays la tomaran para ellos…” -, uma clara referência ao símbolo que os homossexuais adotoram para representá-los, mas na brincadeira, o comentário não tinha nenhum ressentimento.
Voltando ao tour, íamos passar ainda no Mercado Indígena de PISAQ, mas já tínhamos passado num mercado menor no começo do passeio e o pessoal não quis parar. Uma pena porque eu curto pacas estes mercados indígenas tanto para comprar coisas, quanto para me diverir um pouco porque sempre tem um figura nesses lugares, apesar de estar cansado pacas.
No fim do passeio eu já estava até meio entediado. Foram muitas ruínas, templos, fortalezas, etc…é legal, mas já tinha batido minha cota de ruínas para o dia.
É verdade que é um mistério como os incas faziam as contruções e outro mistério o pensamento dos espanhóis da época que colonizaram a região, mas deixa para lá, não vou ficar debatendo culturas diferentes aqui…
Bom, fim do passeio. Chegamos todos na Plaza de Armas, quer dizer, quase todos…alguns foram deixados pelo caminho em seus hotéis. Foi a hora de ligarmos para nossas famílias para darmos o famoso – “feliz ano novo!”, etc. Neste ano me emocionei. Já passara várias passagens de ano longe de casa, sem meus pais, só com namoradas ou amigos, mas nunca em outro país e a esta distância. Chorei quando falei com minha mãe. Disse a ela que a amava, coisa que dificilmente faço. Às vezes o sentimento toma conta e não conseguimos nos conter…foi o caso.
Depois do momento “que lindo!”, fui tomar um banho porque havíamos marcado com o pessoal do www.mochileiros.com (não deixem de visitar o site!!!) de nos encontrarmos lá na praça.
Além disso, Eu e Carol queríamos nos calibrar um pouco antes da meia-noite.
Fómos a um barzinho show de bola perto de nosso hotel e bebemos umas duas brejas cada, só para aquecer.
Em seguida fomos até a praça e encontramos o pessoal. Lá afinal conheci o Gilmário e a Vlais namorada dele. Ambos 100%! O Gilmário nos disse para irmos ao Mama América para carimbar a entrada free no pico. Era só dizer que era brasileiro (???!!!), não entendi o porquê, mas beleza.
Chegamos lá, ambiente esquisito, mas a balada ainda estava por começar, então, dissemos que éramos brasileiros e pedimos o carimbo free.
- Brasileños?! Tenemos ok!

Carimbaram. Ficamos felizes.
Antes de sairmos eles disseram:
- Brasileño, tenemos poeira más barato…!!!

- Ah, ok! Gracias! – respondi.
Entendi porque a entrada para brasileiro era free. Ao menos naquela balada eles tinham os brasileiros como bons consumidores dos produtos deles…não curti muito a idéia de ir para lá depois da passagem…não era só por ser careta que não estava a fim de ir, mas imagine, entrar numa roubada por causa de uns manés num outro país…nem fudendo!!!
Voltamos para a Plaza de Armas e ficamos aguardando a meia-noite enquanto bebíamos e trocávamos idéia com outros brasileiros que apareciam.
Meia-noite! Fogos, muitos fogos, muitas pessoas se abraçando, casais se beijando, casais se formando. Lindo! Agradeci muito por Carol estar lá, naquele momento comigo, ao meu lado, vivenciando aquele momento tão importante para mim, para nós dois.
Muitas vezes a gente só percebe que a felicidade plena não está num lugar ou num momento se não temos a pessoa que amamos para compartilhá-lo. Este momento não seria especial se ela não estivesse lá…
A festa em si é um espetáculo à parte. Para quem tem medo de fogos – como eu -, é um perigo.
Aliás, a Vlais, namor do Gilmário foi atingida e queimada por um foguete.
Chegamos à conclusão de que é necessário vender os fogos com um baita manual de instruções para os peruanos porque na maioria das vezes eles apontavam o torpedo para o chão(!!!!!!!), não me pergunte porque pois nessas horas eu estava longe (lembra que tenho medo de fogos???).
Meu, o mais legal é ver o povo dando as voltas na Plaza, creio que são 10 (dez)…tá achando bobeira? E você que fica pulando as porras das 07 ondinhas do mar??? Hehehe!
Mais algumas brejas e cama. Teríamos um longo dia pela frente no dia seguinte: Machu Picchu. ìamos pegar o trem às 06hs, então, não podíamos vacilar.
Esta noite para mim ainda é inesquecível!
Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 30/dez/2006

A manhã não foi tão legal para nós dois. Ficamos tão injuriados com o albergue que mal acordamos, nem tomamos café da manhã. Já arrumamos as coisas e saímos. Explicamos educadamente na recepção e saímos procurando albergues. O problema é que era ante véspera de Ano Novo, portanto, os hotéis e albergues estavam lotados ou com preços inacessíveis para mochileiros com orçamento apertado como nós dois. Procuramos durante uma hora mais ou menos, vimos de tudo, espeluncas, ótimos hotéis, pensões, até que encontramos o HOSTAL ROJAS, na Calle Tigre, 129, perto da Plaza de Armas (duas pequenas quadras aproximadamente). Staff atencioso, lugar muito limpo, super aconchegante, camas muito boas, tinha até banheiro no quarto por U$ 20,00 a diária por casal. Não estava caro, apesar de que estávamos pagando U$ 5,00 no outro, mas era uma senhora espelunca que não recomendo nem para um cachorro sarnente cheio de pulga e vermes… Deixamos as coisas na cama, tomamos um bom banho e seguimos para tomar um café da manhã lá mesmo no hostal, eles permitiram que tomássemos. Classe A. Claro que comi pacas porque esta é a nossa maneira de nos mantermos bem alimentados e demorarmos para almoçar. Em seguida fomos até o lugar onde a Simony estava hospedada. Combinamos nos encontrar e comprar o tour para as RUÍNAS INCAS e para tomar o trem para MACHU PICCHU. Ela estava num hotelzinho show de bola – desculpem, depois desta viagem que comecei a pegar o nome dos picos, sei que falhei com vocês -, ótima estrutura, boa localização e atendimento, ah, a segurança também era excelente, não era qualquer mané que entrava não. Seguimos para procurar alguma agência para o tour. Na Plaza de Armas há várias agências, com preços, serviços e passeios diferentes. Não posso dizer que todas são confiáveis, nem a que fizemos, mas é o risco que se vê obrigado a passar. Contratamos uma ali na Plaza de Armas mesmo, do outro lado da catedral. O atendimento foi bom, o preço também. Lá mesmo a Simony contratou uma passagem de bus mais o tour para as LINHAS DE NASCA, que faria depois de Machu Picchu. O tour saiu em torno de U$ 20,00 por pessoa (se não em engano). O que achei um pouco caro. Depois disso, nos dirigimos de táxi até o terminal de trem para comprarmos a passagem para MACHU PICCHU. Resolvemos pegar o trem direto ao invés de irmos a ÁGUAS CALIENTES, porque a Carol tinha pouco tempo e queríamos passar o Ano Novo em Cusco! Depis da pequena facada de aproximadamente U$ 60,00 por pessoa, voltamos à Plaza de Armas para dar um rolê, enviar e-mail para a família, comprar umas bugigangas, etc. À noite Simony foi comer uma pizza conosco (claro!). Depois disso, nós a levamos até o hotel dela e fomos dormir porque estávamos exaustos e no dia seguinte teríamos que estar às 08hs na Plaza de Armas para o tour contratado.

Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – CUSCO – 29/dez/2006

A noite dentro do busão para Cusco foi longa mesmo.
Quase não consegui dormir. Barulho de bebês chorando, cheiro forte que vinha das cholas, uma chola que estava sentada atrás de mim cheia de sacolas ficava “chutando” meu banco ou empurrando as coisas sobre ele, fazendo com que eu não dormisse, o banheiro quebrado, sem paradas para nada, frio dentro do busão, tudo na mais perfeita Lei de Murphy…
Tipo, qdo vc achava que não ia acontecer com vc ou que já tinha ocorrido de tudo, aparecia outra coisa que atrapalhava a viagem.
Ao menos teve um fato engraçado. Dado momento, o motorista parou na fiscalização de mercadorias. Próprio para usar o “pipi-room” no meio do mato. Aí, justamente a chola que chutava meu banco resolveu descer para fazer xixi.
Imagine a cena, ela com aquele vestido enorme, com a saia esbarrando no chão, suja, parando para fazer xixi no meio do nada. Ela se dirigiu até uma moita, levantou o saiote, creio que deve ter abaixado as rouas íntimas (assim espero) e começou a fazer. Todos do busão víamos que ela estava lá, de cócoras, aliviando sua bexiga.
Enquanto ela fazia xixi, o motorista começou a sair com o busão, ela passou a se desesperar. Ainda sentada, gritava – “motorista, por favor, espere un rato”
E ele saindo.
Ela permanecia – “un rato, un ratito, por favor…”
- “Motorista, por favor, un ratito…!!!”
Todos no busão riam da coitada da mulher.
Um sentimento ambiguo emanava dentro de mim. Dó da pobre chola que saía toda mijada correndo atrás do busão gritando “un ratito, por favor” e satisfação porque ela não respeitara meu espaço e agora estava se ferrando.
Mas no fim das contas eu fiquei realmente com pena delas. Afinal elas levam uma vida muito difícil, dura, com muita miséria, falta de ajuda e pouca instrução política. Triste.
Ao fim de tanta confusão, chegamos a Cusco às 05hs30min da manhã, num frio insuportável em que eu tremia os dentes.
A rodoviária de Cusco é algo inacreditável. Muitas, mas muitas pessoas vêm até você tentando lhe oferecer serviço de táxi ou de hotel/albergue, passeios até Machu Picchu ou de qualquer outra coisa que possa lhe interessar.
Pegamos um táxi e fomos até o albergue da rede do qual tínhamos reserva.
O rapaz que nos atendeu estava morrendo de sono e nos atendeu muito mal. Carol ficou ressabiada, e como tinham nos oferecido vários albergues na rodoviária, ela preferiu que procurássemos outros preços pela cidade.
Saímos pelo Centro de Cusco, às 06hs30 da manhã procurando albergues…
Alguns não gostávamos, outros não eram legais…no fim escolhemos um no bairro de San Blás, um bairro com vários bares, albergues, igrejas, etc. Bem legal.
O nome do albergue eu não lembro agora, mas tentarei lembrar ao fim do post.
O albegue tinha café da manhã, sala de TV, internet free, água quente e era muito barato, U$ 5,00 pelo casal (!!!).
Tomamos o café da manhã, bem fraquinho aliás. Aí pedimos para usar a internet. Todos os computadores do lugar estavam quebrados, todos os dois.
Bom, beleza, a dona não avisou, mas beleza.
Fomos até o quarto para dormir um pouco porque estávamos cansados, no entanto, verificamos que estava frio, bem frio.
Percebemos que o quarto tinha mais umidade que a praia…a sensação térmica lá dentro era mais fria do que fora do quarto, ou seja, mó merda, mas beleza.
Como não conseguimos dormir de frio, saímos para usar a net na rua. Mandei notícias para casa, demos um rolê na cidade, tomei um café numa das boas cafeterias da cidade e fomos até a estação ferroviária para comprar as passagens no trem backpacker para Machu Picchu, iríamos no dia 01 de janeiro de 2007.
A Plaza de Armas de Cusco e suas adjacências – acho que das pessoas que têm menos de 35 anos, só eu quem escreve adjacências, mas beleza -, são muito legais, com ótimos bares, cafeterias, restaurantes, lindas igrejas e boas lojas para comprar bugigangas, vale à pena curtir bem a região.
Depois de passear um pouco, comer algo, comprar as passagens para Machu Picchu, voltamos para o albergue para tentar descansar.
Afinal conseguimos, mesmo com a friaca.
À noite fomos a uma pizzaria na Plaza de Armas para comer. Muito boa. Tomamos algumas Cusqueñas, curtimos o visu da praça de cima, tirei vááárias fotos e voltamos para o albergue.
Tudo estaria tranquilo e seria beleza se não estivêssemos ambos com vontade de ir ao banheiro, e ambos com vontade de cagar.
Até aí tudo bem.
O albergue estava muito escuro e os banheiros de lá – todos os dois -, são compartilhados. Como estava mais desesperado, fui primeiro.
Não perdoei. Despejei todo o mal que havia dentro de mim…o negócio foi feio…parecia uma trincheira de tão grande.
Bom, acabei, fiz a higiene e puxei a descarga.
Nada. Nada? NADA!
Tentei de novo…nada!
O pior era que a Carol já estava do lado de fora pilhando para entrar no banheiro, pedindo “PELAMORDEDEUS” para eu sair.
Saí. Mas avisei que minha trincheira ainda estava lá, pois pelo que vi acabara a água no albergue.
Ela respondeu:
- “Não vai dar para segurar, vou ter que fazer em cima!”
Peraí, pausa para os risos, porque enquanto rememoriza eu casco o bico.
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA. Até hoje não acredito que ela teve coragem.
Tal qual um terrorista suicida, um kamikaze, Carol entrou no banheiro com todo odor fético e com a aparência horrível para despejar mais um pouco da imundice da alma humana.
Enquanto Carol fazia o que precisava, duas meninas argentinas batiam na porta querendo usar o banheiro para – ACREDITEM! – escovar os dentes. Coitadas! Imaginem, elas querendo somente escovar os dentes e sendo obrigadas a sentir aquele cheiro descomunal.
Nós contamos a situação e orientamo-las a não entrar no banheiro…ao menos por uns 05 dias!!! Então, elas desistiram.
E lá ficaram, as minhas sobras e as dela, com duas cores enterradas no vaso.
E lá fomos nós dormir sem ao menos lavar nossas mãos, decididos a ir embora do albergue ao amanhecer…esperando que ele chegasse logo.
E esta foi nossa primeira noite em Cusco.
Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – ISLAS FLOTANTES DE URUS – 28/dez/2006

Acordamos em Copa, tomamos nosso café da manhã e partimos para o famoso passeio na ISLA DEL SOL. Eu não estava muito na pilha, estava cansado, mas fui com Carol. O passeio é barato, mas não estava um dia tão bonito, creio que não curti tanto por causa disso. Além do que, nós não íamos ficar muito tempo lá, teríamos que voltar cedo para tomar o busão para Puno, já no Peru! Há várias agências em Copa, então, não se estresse, não precisa reservar com antecedência nem nada. Tente ir o mais cedo possível para ter mais tempo na ilha. Muitos dormem lá, alguns fazem a trilha do lado norte para o sul ou vice-versa. Nós apenas demos uma olhada no lado sul, comemos algo e voltamos. Chegando em Copa, fomos até nosso busão para Puno. Compramos um tour já com a passagem. Esclarecendo, o busão sai de Copa e vai até Puno. Chega lá umas 16hs30. Aí, o pessoal desce. Quem vai fazer o passeio nas ISLAS FLOTANTES DE URUS, segue com o guia, quem não vai fica na cidade ou mofando no terminal rodoviário. As Islas Flotantes são ilhas artificiais feitas pelos indígenas (uma das inúmeras tribos antigas, cujo nome não me recordo) que foram expulsos do continente pelos aimaras e para ter um espaço seu, começaram a fazer ilhas flutuantes feitas de TOTORA em pleno LAGO TITICACA. O passeio é bem barato e espetacular!!! Tá certo, meio turisticão, etc, mas achei muito legal mesmo! O material de que são feitas as ilhas são parecidos com nossa palha ou cana-de-açúcar, sei lá, mas é parecido. Além disso, é comestível. Lá na ilha, se você quiser andar nos barquinhos feitos de totora, também terá que desembolsar o equivalente a uns U$ 5,00 (cinco dólares), mas não deixe de fazer!!! Quem quiser também pode dormir na ilha, com os habitantes, por um preço já meio salgado. O passeio todo dura em torno de umas duas horas e te deixam novamente no terminal de Puno. Já em Puno, ficamos esperando nosso busão que sairia às 20hs com destino a CUSCO. Não saiu. Deu 21hs. Não saiu. Às 22hs chegou nosso busão. Pusemos nossas mochilas, mas eu tinha me esquecido de pagar a taxa de embarque (todas lá você tem que pagar esta coisa!). Fui, paguei e quando voltei, e quando tentamos entrar no busão o motorista começou a dizer que não tinha mais lugar. Aí o negócio engrossou! Outro funcionário da empresa começou a tirar nossas mochilas, eu fiquei discutindo com o motorista, fiquei puto (nessas horas agradeço por ter aprendido espanhol, valeu Imac!). Enquanto Carol tomava conta das nossas mochilas, fui atrás da polícia. Ainda bem que não estávamos sozinhos. Junto com a gente tinha mais umas 05 pessoas, sendo que três delas eram mochileiros espanhóis. O policial chegou, chamou o motorista que disse não poder fazer nada, até porque a agência fechara…fiquei enfurecido. Eu falava que o busão não sairia dali se não me arrumassem um lugar (certeza, ia fazer o quê?! Me colocar na frente do busão?!). O “poliça” peruano foi gente finíssima e se dirigiu até outra empresa e nos arrumou lugar, fazendo o mané do motorista fazer todo o trâmite da troca dos bilhetes. Tive uma ótima impressão da polícia local e péssima da prestação de serviços de transportes. Entramos no busão e vimos que ao menos tinha banheiro. Tentamos usá-lo. Porta trancada. Quebrado. Olhamos em volta e o busão não era tãoooo ruim. Era só ruim. Um pouco fedido, mas beleza. Tudo estava belo e tranquilo até começarem a entrar as cholas. Uma, duas, três, quatro, várias delas e todos com no mínimo três sacolas grandes e fedidas!!! Até hoje minhas maiores dúvidas são: a) o que as cholas carregam nos embrulhos? b) qual a periodicidade do banho delas???? c) as cholas nunca engravidam ou estão sempre grávidas??? d) existe chola magra??? Desculpem, são só brincadeiras politicamente incorretas… Elas começaram a lotar o busão e sentar no chão mesmo e colocar os embrulhos, sacolas, etc, tudo em cima de nossos pés. Vi que a viagem seria loooooonga, tentei dormir um pouco, quer dizer, me forcei a dormir para agüentar tudo isso…

Publicado por: Andre Taka | 10, fevereiro, 2009

Mochilão até Machu Picchu – COPACABANA – 27/dez/2006

Após uma noite irada no Mongos, tínhamos que resolver o problema da mochila da Carol antes de partir para Copacabana.
Ela já estava daquele jeito…não sabíamos se íamos até o escritório da LAB ou se aguardávamos; porém, antes mesmo de decidirmos, a danada acabou chegando.
A Carol deu pulos de alegria porque finalmente poderia tomar um bom banho e por suas próprias roupas, deixando de usar minhas cuecas (as poucas que eu levei).
Simony, nossa amiga de viagem também ia conosco. Pegamos um táxi até o cemitério que é de onde saem as vans e buses até Copacabana. Não me recordo exatamente dos preços, mas acredite, é realmente muito barato.
No busão conhecemos um boliviano que vive no Brasil e que estava de turismo em seu próprio país com sua família. Conversamos bastante sobre os dois países e ele mencionou que para viver o Brasil é melhor. Concordei, apesar de pouco conhecer a Bolívia.
Depois de quase três horas de viagem, com paisagens cênicas, com muitas curvas e uma parada para descer do busão, tomar uma balsa enquanto o busão vai em outra (balsa é apelido porque parecia um barquinho que ia desabar…) e um som muito alto em nossos ouvidos das mesmas músicas, chegamos à Copacabana.
Ficamos no albergue BRISAS DEL TITICACA (da rede HI), excelente localização, mas com preço meio elevado se comparado com outros albergues da cidade. No entanto, preferimos ficar lá mesmo porque ficava exatamente em frente ao Titicaca e tinha uma ótima varanda para tomar sol ou tirar fotos.
Além disso, o albergue é espaçoso, confortável e com razoável limpeza. Tem um bom restaurante e ótimo atendimento. Curtimos mesmo.
Após arrumarmos nossas coisas e almoçarmos, fomos caminhar até o CERRO CALVÁRIO, uma das atrações locais.
Como o próprio nome diz, o Cerro Calvário é um morro que no topo foi feito uma espécie de cemitério ou calvário se preferir. A vista é espetacular, o fim de tarde é realmente vibrante e a subida é de tirar o fôlego, apesar de não ser difícil.
Descemos e fomos tomar um banho, descansar e comer algo.
Na cidade comemos uma pizza razoável, num local bem próximo ao albergue, cujo nome não me lembro…mas o ambiente era super descontraído. Lá conhecemos Érica e …putz, não me recordo o nome do namorado dela. Ambos super gente fina e divertidíssimos!!!
Noite legal que só poderia terminar com uma sessão de fotos espetaculares, idéia da Simony – minha fotógrafa preferida -, subimos no terraço e passamos a fotografar…meu, tireu uma das fotos que considero mais legais que já bati, sob um luar fantástico!
Grande dia, merece um bom descanso!

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